segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Despedida.


-Ola tudo bem?
-Oi querida estou bem sim e você?
-Bem. Quanto tempo não é mesmo? Você me acompanha com uma cerveja?
Ele ignorou a primeira pergunta tratando-a como um comentário que nem fora notado.
-Claro acompanho.
Ela sorriu com muita dor.
-Então o que tem feito?
-Nada de muito interessante e você? Faz tempo que te vejo por aqui.
-Tenho tentado me distrair, eu precisei de um tempo para voltar aqui.
Ela achou que outra vez ele iria ignorar a frase dita.
-Eu lhe causei muito dor não é?!
-Olha a culpa não foi sua quem errou não foi você.
-Mas eu não lhe escutei, não lhe dei chance de se explicar.
-É tem razão você não me ouviu, não quis nem tentar.
-Eu tive medo!
-Medo?
-É de acreditar em você, ou no amor.
-Você não precisava acreditar somente me escutar.
-Me desculpe.
-Ta tudo bem agora.
-Tem certeza?
-Não, a única certeza que tenho é que estou tentando demonstrar que sim para poder estar perto de você, para poder lhe ter pelo menos como amigo.
-E se eu te disser que eu quero ser mais que isso?
-Eu vou sorrir de verdade depois de um mês tentando, e eu levantarei dessa cadeira para ir ao outro lado da mesa te beijar.
-Sem nem pensar nas conseqüências?
-Sem nem pensar nas conseqüências!
O silencio tomou conta do ambiente se ouvia apenas a musica no fundo.
Ela pensava se havia sido apenas uma pergunta sem nenhuma intenção.
Ele pensava se o que ele sentia era algo alem do desejo, algo chamado amor.
Ela então quebrou o silencio.
-Eu imaginei que você estaria aqui, então eu trouxe algumas coisas suas que você deixou lá em casa e que devem estar fazendo falta.
-Na nossa casa, como eu sou idiota te perder assim.
-Vamos parar com a melancolia, eu vou buscar suas coisas no carro e vou para casa.
-Por favor, me ouça.
-Porque eu deveria, você não quis me ouvir.
-Não cometa o mesmo erro que eu.
-Eu já volto.
Minutos depois ela voltou mais calma com as coisas dele na mão e disse:
-Estão aqui, amanhã eu te ligo, nós marcamos alguma coisa e ai conversaremos, já foi muito para mim hoje, vamos recomeçar, mas vamos devagar, eu não sou forte o bastante para lhe ouvir sem chorar agora, vamos tentar outra vez e não vamos cometer os mesmos erros.
-Se possível não vamos cometer nenhum erro, vou esperar sua ligação o dia todo.
-Ok, te ligarei de manhã para que você não espere tanto.
-Só mais uma coisa, eu não vou poder mudar apenas nossos erros em nossa historia.
-Como assim?
-Eu não te amava no começo, então vai ser preciso mais essa diferença em nosso recomeço.
-Então acrescente mais uma a de que eu também amo você.
-Promete que vai me ligar amanhã? Não quero que isso seja uma despedida.
-Prometo meu amor.
Essa foi a ultima vez que eles se viram.
Ela sofreu um acidente voltando para casa, algo que a matou depois de uma noite que havia a feito recuperar o fôlego para viver.
Algo que o matou, não da mesma forma que ela, mas de uma forma um pouco pior, depois de uma noite que havia o feito acreditar que tinha recuperado o fôlego para viver.
E ele descobriu que deveria ter beijado ela naquela noite, ou que deveria ter escutado ela há um mês atrás.
Pelo menos ele havia dito a ela que a amava, e ela dito a ele que o amava, então ela partiu sabendo do mais importante.

Rubya.
PS: Meu texto foi criado muito antes dessas comunidades toscas de ele e ela, portanto não há inspiração nenhuma vinda delas

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